Grama (de pipoca) para seu animal de estimação

Grama (de pipoca) para seu animal de estimação

por Luciane PiresCCRIA

Os animais, assim como nós, precisam de contato com a natureza. Não raro, podemos observá-los comendo “matinhos” quando encontram-se com problemas digestivos – e energéticos.

Contudo, quem mora em apartamento pequeno e pouco ensolarado sabe da dificuldade que é manter uma grama verdinha para cães e gatos.

As gramas vendidas em peças somente se adaptam em chão de terra, quando muito, em grandes e espaçosas jardineiras que permitem que suas raízes se desenvolvam livremente agarradas ​umas nas outras. Sem opções de “verdes comestíveis”, os animais de apartamento começam a desenvolver um comportamento – que por vezes pode irritar alguns donos – de destruir todas as plantas da casa. Mas isto não é o pior: certas plantas, que são justamente algumas das mais usadas na decoração dos lares, como “Comigo-Ninguém-Pode”, “Joboia” e “Espada-de-São-Jorge” são também extremamente venenosas.

Os animais precisam ingerir grama, assim como nós precisamos consumir saladas. A clorofila – que é o pigmento verde das plantas, substâncias existentes nas células vegetais – é um ingrediente muito importante para a saúde como fonte de proteínas e vitaminas. Não raro, ​você pode observar seu bichinho de estimação vomitando, irritadiço ou até inativo. Por consequência, surgem problemas como tumores e obesidade.

Foi pesquisando sobre gramas especiais para animais, sobretudo para os gatos, que uma protetora me falou sobre a graminha de pipoca. Quem poderia imaginar que o petisco mais consumido do mundo poderia ser a solução para a digestão dos animais de apartamento e o sossego dos seus pais.

A pipoca é rica em proteína, fósforo e ferro. Alta concentração de oxidantes que protegem as células contra os radicais livres e tumores. Rica em fibras, é altamente eficaz para acabar com a fome.

Um fato muito interessante é que a pipoca que chega em nossa casa originalmente obtida em saquinhos, mesmo passando por longos processos de logística, embalagem e acondicionamento, ainda é capaz de brotar, germinar e se tornar uma linda e nutritiva graminha. Mas atenção, o milho deve ser o apropriado para “pipocar” em panela com óleo; não a de microondas que é extremamente processada e não deve ser consumida nem por humanos.

O modo de preparo é inacreditavelmente simples:
  1. Prepare um vasinho de qualquer tamanho – pequeno, médio ou jardineira.
  2. Coloque uns 4 dedinhos de terra preta.
  3. Pegue o milho direto do saquinho e encha um punhado.
  4. Salpique a pipoca por toda a extensão do vaso.
  5. Cubra com um dedinho de terra; só o suficiente para protegê-la da luz: mas não sufoque com terra demais.
  6. Molhe. E depois continue molhando todo dia até germinar. Essa graminha adora água.

Não demora muito, apenas duas semanas e você já pode ver os primeiros brotos. Em menos de 3 semanas elas já estarão assim praticamente prontas para serem consumidas.

Os gatos simplesmente enlouquecem. E para provar, fiz algumas fotos; que não foram lá muito difíceis de fazer – bastou colocar o vasinho em alguns lugares da casa para que meu “Meow” ficasse tod​o​ serelepe.

Faça você mesmo. Seus filhos de quatro patas irão amar! =]

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Agradecimentos às protetoras Tati Souto e Juliana M.Coube.
Modelo: Claire

Luciane Pires (@luhpires.ccria) é publicitária e produtora da agência CCRIA Comunicação. Infoativista, vegana e apaixonada por animais.