Fluoretação da Água: Tóxico ou Benéfico?

Fluoretação da Água: Tóxico ou Benéfico?

Defensores do flúor muitas vezes alegam que a redução da cárie dentária que ocorreu desde a década de 1950 é o resultado da introdução generalizada de água fluoretada. Em 1999, por exemplo, os Centros de Controle de Doenças (CDC) dos EUA  afirmaram que “como resultado [da fluoretação da água], a cárie dentária caiu vertiginosamente durante a segunda metade do século 20.”

O que o CDC não menciona é que as taxas de cárie dentária tem “diminuído vertiginosamente” em todos os países ocidentais, independentemente de o país ter fluoretado a sua água ou não. Na verdade, a maioria dos países ocidentais não adiciona flúor a sua água e ainda assim as suas taxas de cárie dentária têm diminuído na mesma proporção que os EUA e outros países fluoretados. Este fato, que é amplamente reconhecido na literatura odontológica, pode ser demonstrada pelo exame de dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a evolução da cárie dentária em cada país. A figura a seguir, por exemplo, compara as tendências de cárie dentária nos países ocidentais com e sem água (ou sal) fluoretada.

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Países fluoretados não têm menos cáries do que os países não-fluoretados

Alega-se frequentemente que a água fluoretada é a principal razão que os Estados Unidos tiveram um grande declínio na cárie dentária ao longo dos últimos 60 anos.

No Manual de Fluoretação da Água para Consumo Humano da Fundação Nacional da Saúde (FUNASA) está escrito o seguinte:

A fluoretação da água para o consumo humano é uma medida preventiva de comprovada eficácia, que reduz a prevalência da carie dental entre 50% e 65% em populações sob exposição contínua desde o nascimento, por um período de aproximadamente 10 anos de ingestão da dose ótima. É um processo, seguro, econômico e adequado”.

Fluoretação não é um processo “natural”

Defensores da fluoretação costumam dizer que, “a natureza pensou na fluoretação primeiro”, alegando que o flúor ocorre em níveis naturalmente elevados em algumas fontes de água. No entanto, lotes de substâncias tóxicas, como arsênico e lítio, podem ocorrer em níveis naturalmente elevados, não significando que eles são seguros’. Além disso, o nível de fluoreto adicionado em programas de fluoretação artificial é muito mais elevado do que o nível de flúor que ocorre na grande maioria das águas doces superficiais (não poluídas).

Ainda, o principal composto químico do flúor (ácido fluossilícico), que é adicionado à água, não é o que a maioria das pessoas chamariam de um composto que ocorre naturalmente. É um ácido corrosivo capturado nos dispositivos de controle de poluição do ar de indústrias de adubos fosfatados . O flúor é capturado em dispositivos de controle de poluição do ar porque os gases são poluentes atmosféricos perigosos, que causam danos ambientais significativos. Este ácido capturado é o produto químico mais contaminado adicionado à água de abastecimento público, e pode impor riscos adicionais aos apresentados por fluoretos naturais. Os perigos incluem, um possível risco de câncer, a partir do elevado teor de arsênio, e um possível risco neurotóxico vindo da capacidade do ácido conter chumbo de tubulações antigas.

Consumo de flúor por bebês recém-nascidos

Até a década de 1990, as autoridades de saúde aconselhavam os pais a darem flúor para bebês recém-nascidos. Isso não é mais o caso. Hoje, o Instituto de Medicina dos EUA recomenda que os bebês consumam uma minúscula dose de 10 microgramas de flúor por dia. Isso é mais ou menos o equivalente ao que os bebês ingerem através do leite materno, o qual praticamente não contém flúor. Crianças que tomam suplementos alimentares infantis feitos com água fluoretada artificialmente consomem até 700 a 1.200 microgramas de flúor, ou cerca de 100 vezes mais do que o quantidade recomendada. De acordo com o CDC, esses primeiros picos de exposição ao flúor durante a infância não fornecem nenhuma vantagem conhecida para os dentes. Estes picos podem, no entanto, gerar danos.

Estudos recentes mostram que os bebês que consomem água fluoretada em seus suplementos alimentares desenvolvem taxas significativamente maiores de fluorose dental. Devido a isto, um certo número de pesquisadores da área odontológica agora aconselham que os pais não devem adicionar água fluoretada a suplementos alimentares infantis.

E os dentes não são a única preocupação. Em julho de 2012, cientistas da Universidade de Harvard alertaram que o cérebro em desenvolvimento pode ser outro alvo para a toxicidade de flúor. A equipe de Harvard baseou a sua advertência em um grande número de estudos da China que encontraram pontuações reduzidas do QI entre as crianças expostas a altas doses de flúor durante seus primeiros anos de vida. Doze estudos revisados pela equipe de Harvard encontraram perda de QI causado pela ingestão de água com níveis de flúor considerados seguros nos EUA. Um estudo patrocinado pela UNICEF encontrou perda de QI em crianças com deficiência de iodo no chamado nível de fluoretação “ótima”. A possibilidade de que a água fluoretada pode reduzir QI é uma questão que merece preocupação.

O flúor é considerado um medicamento quando adicionado a água

O flúor é o único produto químico adicionado à água que na verdade não trata a água. O cloro, por exemplo, é adicionado para matar as bactérias para que possamos beber a água sem ficarmos doentes. O flúor, por outro lado, é adicionado para evitar uma doença (a cárie dentária), que não é causada pela ingestão de água. Os defensores da fluoretação afirmam que a água fluoretada não é um medicamento, porque, na opinião deles, não é diferente do que a adição de iodo ao sal ou vitamina D ao leite. O que esses “defensores” não conseguem reconhecer, no entanto, é que o iodo e vitamina D, são dois nutrientes essenciais; mas o flúor não é.

Um nutriente essencial é algo que o corpo tem uma necessidade fisiológica. Se não consumimos iodo suficiente, por exemplo, a nossa glândula tireóide não funcionará corretamente. Embora os defensores do flúor às vezes alegam que o flúor é um “nutriente”, a Academia Nacional de Ciências dos EUA confirmou repetidamente que este não é o caso. Porque o flúor não é um nutriente, a Food and Drug Administration – FDA (traduzindo ao pé da letra, administração de alimentos e medicamentos) define o flúor como um medicamento, quando utilizado para prevenir a doença. Uma vez que a cárie dentária é uma doença, adição de flúor à água para prevenir a cárie dentária é – por uma questão de lógica – uma forma de medicação. Esta é uma das razões pelas quais a maioria dos países europeus rejeitaram a fluoretação: porque, na sua opinião, o abastecimento de água é uma forma inadequada de oferecer um medicamento. Com outros medicamentos, é o paciente, e não o médico, que tem o direito de decidir se quer tomar ou não, além da dose prescrita ser única a situação e ao paciente em questão. A fluoretação da água nega às pessoas esse direito.

Overdose de flúor em adolecentes americanos

De acordo com uma recente pesquisa nacional pelo CDC, cerca de 40% dos adolescentes americanos têm uma condição chamada fluorose dentária. A fluorose é um defeito do esmalte dos dentes causada pela interferência do flúor com as células formadoras de dentes. A condição aparece na forma de manchas e estrias leves e, em casos mais graves, manchas marrons e erosão dentária. Na década de 1950, as autoridades de saúde afirmaram que a fluorose afetaria apenas 10% das crianças em áreas fluoretadas. Essa previsão se mostrou falsa. Hoje, não só 40% dos adolescentes americanos tem fluorose, mas, em algumas áreas , a taxa chega entre 70 e 80%, algumas crianças sofrendo formas avançadas da doença.

“A quantidade de ingestão diária de Flúor, normalmente aceita como ideal para o controle da cárie e segura para a prevenção de Fluorose, é de 0,05 a 0,07mg de F/Kg massa corporal (Burt, 1992; Buzalaf; Cury; Whitiford, 2001, apud Ramires e Buzalaf, 2005) embora ainda sejam necessários mais estudos para se determinar precisamente essa dose”. – FUNASA

A alta taxa de fluorose nos EUA reflete o fato de que as crianças passaram a receber flúor de muitas fontes, além da água potável. Quando a fluoretação começou, não havia um único tubo de pasta de dentes que continha flúor. Hoje, mais de 95% dos cremes dentais são fluoretados. Apesar de pastas, cremes e géis dentais fluoretados conterem avisos de toxicidade nas suas embalagens, os estudos mostram que as crianças podem engolir grandes quantidades de flúor ao escovar os dentes, especialmente quando se usa pasta de dente com sabores doces como chiclete.

E há outras fontes de flúor, bem como, bebidas e alimentos processados, pesticidas fluoretados, chás, panelas de teflon, e alguns produtos farmacêuticos fluorados. A preocupação de hoje, portanto, não é apenas a segurança da água fluoretada por si só, mas a segurança da água fluoretada em combinação com todas as outras fontes a que agora estamos expostos.

A FUNASA adverte:

“Embora haja consenso da relação existente entre o uso do Flúor e a redução de cárie dentária, pode-se afirmar que o flúor é uma substância tóxica quando ingerido em altas doses. Os efeitos desencadeiam distúrbios gástricos reversíveis e redução temporária da capacidade urinária, fluorose dentária ou esquelética e, eventualmente, até mesmo a morte, uma vez que, estão diretamente relacionados à dose, tempo de ingestão e idade” (Whitford, 1996).

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Evolução da fluorose dentária.

O flúor afeta outras áreas do nosso corpo além dos dentes

Defensores da fluoretação da água há muito tempo afirmaram que a segurança da fluoretação é além de debate científico.

No entanto, de acordo com o toxicologista , Dr. John Doull, que presidiu a Academia Nacional de Ciências (NAS) em revisão do flúor, a segurança da fluoretação continua sendo “instável” e “temos muito menos informações do que deveríamos, considerando o tempo que vem acontecendo”. Em 2006, o comitê de Doull no NAS publicou uma revisão exaustiva de 500 páginas sobre a  toxicidade do flúor. O relatório conclui que o flúor é um “disruptor endócrino” e pode afetar muitas coisas no corpo, incluindo os ossos, o cérebro, a glândula tireóide, a glândula pineal, e até mesmo os níveis de açúcar no sangue.

Longe de dar ao flúor um atestado de saúde, o NAS convocou cientistas a investigarem se a exposições correntes ao flúor nos Estados Unidos estão contribuindo para problemas crônicos de saúde, como doenças ósseas, doenças da tireóide, baixa inteligência, demência, diabetes e, particularmente, em pessoas que são mais vulneráveis ​​aos efeitos do flúor. Estas recomendações destacam que – apesar de 60 anos de fluoretação – muitos dos estudos básicos necessários para determinar a segurança do programa ainda não foram realizados.

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