Não Passe Fome no Avião: Dicas saudáveis para quem vai voar

Não Passe Fome no Avião: Dicas saudáveis para quem vai voar

Comida de avião não é a mais saborosa do mundo, muito menos a mais saudável. Não há muitas opções, especialmente se existe alguma restrição alimentar envolvida, mas com um pouco de preparo, é possível se alimentar bem e não passar fome.

 

Fazem mais ou menos 3 anos que mudei completamente os meus hábitos alimentares, e, durante esse tempo, senti mais mudanças no meu corpo/organismo, do que tinha sentido a vida inteira. Por isso e por outros motivos, me dedico a me manter saudável, custe o que custar, e viajar não é uma excessão.

 

Só foi depois que eu começei a pensar mais na comida que eu comia que descobrir que a maioria das companhias aérias se adequam a diferentes dietas, proporcionando refeições para quem tem “restrição alimentar”. A primeira vez que solicitei uma refeição diferenciada foi há pouco mais de dois anos atrás, quando viajei pela Delta Airlines. No processo da compra do bilhete, apareceu a opção de escolher uma refeição especial, entre elas: Sem glúten (para celíacos ou com sensibilidade ao glutén), sem açúcar (para diabéticos), sem lactose, vegetariano (sem qualquer animal terrestre, aquático ou aéreo) e vegano (o mesmo do vegetariano, mas também incluído derivados de animal, como leite, ovos e mel). Ali você tem que assinalar a opção escolhida para todos os trechos, caso contrário só irá computar um.


Nessa viagem a Miami, voei com a colombiana, Avianca e a peruana, Taca. Ao comprar o bilhete, não apareceu as mesmas opções do site da Delta e fiquei em dúvida se existia esta solicitação por essas companhias. Acabei indo no balcão da Avianca no aeroporto, já que eu estava lá poucos dias antes da minha viagem deixando o namorado que embarcava para Barcelona, e em poucos minutos resolveram a situação. Solicitei as refeições sem ingredientes provinientes de animais para todos os trechos sem problema algum. Pelo telefone, é só contatar a central e pedir para um atendente a refeição desejada com o localizador do bilhete adquirido.

Special Meal Card Avianaca

Outro lado bom de fazer um pedido especial é que quase sempre você recebe a comida antes de todo mundo.

 

Depois de garantir a refeição especial (caso há necessidade), é bom pensar nos lanches nos intervalos do almoço e jantar, especialmente se tiver uma conexão que terá que aguardar horas no aeroporto. Comida de aeroporto é sempre uma facada e as opções muitas vezes nem valem apena.


Nessa primeira grande viagem de 2015, resolvi registrar o que levei comigo e o que serviram no avião, pra dar uma ideia melhor das possibilidades que existem por aí.

IDA

 

Fui em cima da hora (no dia anteior a viagem) atrás de lojas de produtos naturais pela cidade de Porto Alegre e acabei achando algumas opções de alimentos que não seriam barrados no raio-x.

 

Primeiro fui no Ponto Natural, que fica na Zona Sul da cidade, e lá pude fazer meu próprio mix de castanhas, sementes e frutas secas. Na minha mistura coloquei castanha de caju crua, amêndoa crua, castanha do Pará (ou do Brasil) e cranberry seca (pra adoçar), +/- 30g de cada. Oleogenosas não só são ricas em ácidos graxos (gorduras boas), mas também contém proteína, fibra, zinco e ajuda a saciar a fome. Só não vale extrapolar na quantidade. Lá também comprei umas lascas de coco e uns chips feitos de bagaço de cenoura, beterraba e outros vegetais(daquilo que sobre de suco verde).

 

Depois fui na Bendita Horta, onde ganhei chá orgânico da Tribal Brasil e comprei os chocolates da Amma e da Monama e o smoothie para levar da Jasmine. Chocolate é sinônimo de alegria (libera serotonina – o hormônio da felicidade) e quando ele é orgânico e com alta concentração de cacau (70% pra cima), ele é super antioxidante.O smoothie da Jasmine foi o único líquido que achei que seria permitido entrar a bordo. Como ele contém 99ml, passa ali ali nos 100ml permitidos. Apesar de não ser a bebida ideal – orgânica e não industrializada – ajudou e muito a “quebrar o galho” em relação as opções de sucos e refrigerantes oferecidos no avião.

Snack - Plane_mini

Na sala de embarque, comprei 2 garrafas de 500ml de água da marca Água da Pedra, que tem pH neutro, levemente alcalino, de 7,2. Normalmente, dentro do avião servem águas super ácidas (pH abaixo de 7) e isento de minerais, então prefiro levar a minha quando possível.

 

Durante os vôos até Miami (fiz conexão em Lima, Peru), recebi café da manhã, almoço e lanche da tarde. Nada muito elaborado, mas até que não estava tão ruim. Com o almoço recebi uma salada e pra “enfeitar” a salada veio um “molhinho especial” a parte. Mesmo nunca tendo gostado de molhos na salada, resolvi conferir os ingredientes. O que tenho que a dizer a respeito é, simplesmente, NÃO COMA.

Airplane Snack - Ida _mini

Almoço - Ida

 

Molho Salada com ing
Chá_mini

 

VOLTA

 

Para a volta, comprei algumas coisas na Target, que agora tem uma linha própria de orgânicos e naturais e que também começou a oferecer diversas marcas que se preocupam em desenvolver produtos de qualidade (OBA!). Como eu estava novamente na correria, comprando de última hora as coisas pra levar no vôo, peguei o que achei que ia ser permitido dentro do avião. Acredito que as opções beiram o infinito, especialmente no Whole Foods Market, mas vou colocar o que comprei aqui pra dar uma ideia do que é possível.

 

Lá encontrei umas 5 opções parecidas com aquele smoothie da Jasmine que comprei pra ida, mas quase todos estavam fechados em pacotes de 4. Como eu só queria um, peguei o único que tinha individual, um de maçã. Esses smoothie ficam no corredor de papinha de nenê (:0). Também comprei umas barrinhas de chocolate amargo com amêndoas e uns biscoitos de gergelim da marca da Target, Simply Balanced. Levei um sachê individual de Hemp Protein Powder orgânico da Nutiva que comprei no início da viagem no Whole Foods e misturei na minha garrafinha de água que comprei na sala de embarque no aeroporto de Miami. E pra alegrar a longa viagem, ganhei mimos da Peace a’ Cake, muffins veganos e naturais que estão a venda nos Whole Foods espalhados pela Flórida. A dona do negócio é uma brasileira que mora um tempão em Miami. Ela alia práticas livres de crueldade com doces deliciosos.

 

Peace-a-Cake-Aeroporto

 

Snack-Plane-Volta

 

 

A comida da volta foi praticamente a mesma, só que desta vez não houve lanche com opção vegana e junto com o jantar, veio um pão, com mais ingredientes do que um pão deveria ter, e uma imitação de manteiga sem leite (não era margarina) com derivados de petróleo, que não recomendo a ninguém.

 

Almoço- MIA-PERU

 

Jantar-LIMA-POA

 

Se você vai viajar e pretende colocar em prática as nossas dicas, compartilhe com a gente a sua aventura com algumas fotos. Quem sabe, futuramente a sua história pode aparecer no site e inspirar outras pessoas.