V I N Y A S A: uma escultura viva em movimento!

V I N Y A S A: uma escultura viva em movimento!

por Vera Edler

“Só posso crer em um deus que saiba dançar. O nosso demônio é a gravidade, que nos puxa para baixo. Para se tornar um deus, tem que sair do chão, conhecer outros universos. E que seja perdido o único dia em que não se dançou. ” (Nietzsche)

“Saber” é diferente de “conhecer”. Os indianos dizem: “o mal no mundo se dá por não sabermos quem somos.” SHIVA propõe a dança para o autoconhecimento. Usa a via “emocional”, pois somos 95% emocionais, o que é muito difícil superar. No Yoga procuramos eliminar ou pelo menos minimizar essa tendência, e usá-la em favor da meta da Filosofia.

 

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VINYASA: o encadeamento dos Ásanas é uma forte característica do Yoga antigo, um resgate de técnicas primitivas, anterior ao conceito moderno de repetição: o Ásana se transmuta em outro Ásana, sem interrupções ao passar de um exercício para outro. As passagens são enriquecidas por Mudrás (gestos), que também caracterizam o Yoga de SHIVA. Há milhares de anos, os Yogis criaram uma sequência de Ásanas com o objetivo de saudar o Sol, já que eram fortemente ligados à Natureza. Essa verdadeira coreografia, conhecida como SÚRYA NAMASKÁRA, é uma prova dessa característica. Na mitologia hindu, o ritmo do Universo é simbolizado pela imagem dançante do deus SHIVA.

“…SHIVA, o dançarino cósmico, talvez seja a personificação mais perfeita do Universo dinâmico. Com sua dança, SHIVA sustenta os múltiplos fenômenos do mundo, unificando todas as coisas, submergindo-as em seu ritmo e fazendo-as participar da dança – imagem magnífica da dinâmica unidade do Universo”. (Fritjof Capra)

Existem tantos Ásanas quanto os seres vivos sobre a terra!” diz SHIVA, criador mitológico do Yoga. Por essa razão podemos afirmar que as variações são infinitas, conforme a criatividade de cada praticante.

 

Vera Edler, fundadora e diretora do Espaço Yoga Vera Edler, professora de Yoga. Ao longo de sua trajetória de mais de 30 anos dedicados a essa filosofia de vida, ministra aulas práticas, formação profissional, palestras, cursos, oficinas, promove viagens culturais (como Índia e Machu Picchu) e eventos, entre eles o DIWALI – Festival das Luzes de Porto Alegre. É, também, produtora da Orquestra de MANTRA RUDRÁKSHA, com três CDs gravados, um deles agraciado com o Prêmio Açorianos 2002.